Por amar o verde.
Quem não ama o verde
ainda não reconhece que amar o verde
é mais que amar a vida.
ODIAVA O VERDE.
ODIAVA A VIDA.
Distraída entre edifícios seguia reta.
Até encontrar no meio fio
um broto VERDE querendo VIVER.
Aline Vargas é atriz, performer, artista visual, compositora, educadora, intérprete e poeta. Aqui estão reunidas pequenas impressões dos dias... Movimentos gerados por dores e amores. Composições musicais e desenhos inspirados em trabalhos performáticos.
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quinta-feira, 31 de maio de 2012
Te vi...
E te vendo relembro em segundos
todas as nossas descobertas e percursos.
Um no corpo do outro...
Os seus fartos lábios
precisam ser regados por meus beijos...
Mas não soube como me aproximar de você.
O sol batendo em seu rosto
Sua voz... música boa para os meus ouvidos.
TORTURA!
Estar tão perto e não poder ser sua.
Será que você sabe que eu ainda te amo?
TORTURA!
Acordar com a certeza de que você não está aqui.
Ela acordou com sonhos em mente
Tinha sonhado com o homem de sua vida
Ela percebeu que já tinha passado muito tempo infeliz.
Ela quer mais... além... bem fundo
Ela cultiva boas energias e compartilha carinho,
Quer só dar e receber amor...
Ser feliz.
Ela reencontrou alguém
Alguém especial.
Ela disse que o ama de uma forma desesperada e sincera.
Ela o ama de verdade e sonha com o dia em que eles darão o segundo beijo.
Ela sonha com a próxima música que eles terão como tema.
Ela suspira para todos os amigos o nome dele.
Como disse: Ela o ama, sempre amou.
Ele foi o seu primeiro amor
...o seu primeiro beijo
...o primeiro namorado
...o primeiro homem.
ela agora aguarda um telefonema...
Ela tem esperança de que eles ainda fiquem juntos.
E vivam todos os muitos dias da vida juntos.
Ela o ama e ama e sabe disso.
Ela o quer para si.
Ela não aguentava mais tanta saudade.
Saudade até da saudade que sentia dele.
Ela sonhou tantas vezes com aquele momento
que quase não pode dormir na noite anterior
de tanto imaginar como seria
quando o visse.
Assim, sendo ela mesma,
sem amores alheios à sua vontade.
Ela apagou todas as luzes de seu quarto.
Abriu a janela e ficou deitada na cama,
deixando sua visão ir além de um pequeno
pedaço do céu que avistava,
mas não viu nenhuma estrela...
pois só imaginava o toque das mãos,
que agora são outras mãos...
Que passaram por tantos corpos...
A cor dos olhos dele, que pode ter mudado...
Seu sorriso...
Seu amor incondicional por ela pode não estar mais lá.
Ela não consegue dormir só de pensar que ele não a ama mais.
As horas passam, o dia amanhece
E em um toque de celular ela recebe a notícia:
ele não virá.
Esse menino que ontem era um garoto
Amanheceu um homem.
O que antes aprendia a amar
agora ensina a viver.
Esse menino que eu não vi crescer
Amanheceu comigo
Descobrindo o sexo, percorreu meus caminhos e me tornou mulher.
Esse homem, marmanjo, antes um garoto...
Desejou tanto estar aqui
que quando pode não quis.
Esse homem, agora é homem.
Esqueceu de mim.
Percorre o mundo sendo infeliz.
Apenas por temer outra decepção.
Parece que a confusão toda só está aí.
Mas ela está aqui.
Ela está em mim...
Ela arde e palpita.
A confusão toda está em mim e grita.
Eu, ansiosa e confusa.
Num não saber inerente aos de pouca vida.
Eu, mulher, grito mais ainda!
Eu, mulher, não dou na dor que abrigo...
No amor que sinto.
Eu ainda me limito.
Eu não esqueço.
Eu ando chorando nesses últimos dias...
Parece que a confusão me fez sensível...
Mas ela continua aqui...
E como em um campo minado
Continuo a vida...
Sem saber como
Nem onde vou chegar.
Sempre era tarde para sair e ver o pôr do sol.
A roupa não secava a tempo.
O estômago não colaborava.
Ela sonhava a vida inteira por seu dia.
Um momento em que gloriosa
caminharia entre espaçadas folhas recém caídas
de uma amendoeira da Urca.
Um dia claro, azul, com alguns ratos.
Urca. Rio de Janeiro. Brasil.
A roupa não secava a tempo.
O estômago não colaborava.
Ela sonhava a vida inteira por seu dia.
Um momento em que gloriosa
caminharia entre espaçadas folhas recém caídas
de uma amendoeira da Urca.
Um dia claro, azul, com alguns ratos.
Urca. Rio de Janeiro. Brasil.
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