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sábado, 22 de março de 2014

Te reconheço nos espaços
Me perco nos orgasmos
Escondo-me em seus beijos
E me acho.

Estou perdendo o vício de não me querer
Aprendendo a viver...
A ter e desapegar.

Aprendendo a esperar
Conter e Gritar!
Ambos na mesma sintonia.
Em um borbulhar constante.

Variação.
A vida que varia.
E quem diria
Mais essa lição.




21-03-14
Não adianta não querer imprimir a forma humana no desenho.
Ela sempre aparece.
Por mais abstrata que seja a minha figura... o corpo brota...
Pois pulsa forte em mim...

QUER VOAR!
Quando eu morrer deve haver algo além,
algo mais,
algo que permaneça em mim.
Que transborde a existência e
transforme memória em presença.

Estou escrevendo para encontrar minha essência.
Uma escrita com começo, sem fim.
Pois quando eu morrer
minhas palavras continuarão em mim.
Marcadas nas lembranças do meu corpo,
como cicatrizes que contam, sem palavras,
histórias de dor.

Viver dói...

Eu prefiro assim.



(escrito na aula de Estudo do Espaço- Professor Alexandre da Costa- EAV Parque Lage-2012)