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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lamento



Insisto em amar sozinha
Como o galo que sozinho canta para nascer as manhãs.

Perco preciosos momentos da vida...
Projetando encontros...
Criando fantasias...
Alimentando sonhos...
...sonhos onde você me quer.
...sonhos onde você me deseja sua e eu me entrego a você.

Sem medos.
Nenhum medo de amar.

Passaram dias, semanas, meses.
Só o amor não passou.
Eu me pergunto porque o amor não "vasa"?
Porque ele não some como merda depois da descarga?
Porque nenhum cientista conseguiu inventar a cura para o amor?
Que é sozinho?
Para o amor que é platônico?... Incompleto?
Para o amor que dói?

Por favor, um remedinho lícito para salvar meu coração!

Muito diferente do amor que sinto
Os dias passam...
E com eles me vejo cada vez mais mergulhada no abismo que se criou em mim.

Sua ausência cava buracos cada vez mais profundos em meus desejos.
E eu: ora mulher forte, ora fraca...
Tento equilibrar meus sentimentos e me manter em trabalho.

De tudo, só tenho uma certeza:
MEU CORAÇÃO ESTÁ FECHADO PARA BALANÇO.
O que fazer de mim

Ainda que tudo fosse só lembrança...
Da minha menina, escondida criança.
Eu refaria tudo por você.
Meus erros e acertos por você.
Ainda que fosse o único pedido...
Do gênio da lâmpada...
Ou de um anjo amigo...
Eu refaria tudo por você....
Daria a minha vida por você.

Sim. Você plantou algo dentro de mim...
A minha alma se modificou.
Pensando que era sonho, eu nem vi.
Você plantou em mim, o amor.
E agora, existe uma flor aqui.
Sedenta, esperando por você.
Qual jardineiro viajante:
Você já partiu.
Você me deixou.
Me despetalou e foi para outro jardim...

O que fazer de mim?
O que fazer do amor?
 
(canção para o tic tim)